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Lula e Ingrid Betancourt em São Paulo2008-12-06

Lula e Ingrid Betancourt em São Paulo


O Presidente Lula recebeu , no escritório da Presidência da República em São Paulo, a visita da ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ex-candidata à presidência colombiana Ingrid Betancourt. Ela iniciou segunda-feira, no Equador, uma série de visitas a países latino-americanos.

Ingrid Betancourt veio ao Brasil agradecer à Lula pelos esforços pela sua libertação e para conversar com autoridades sobre o aprofundamento de ações que favoreçam a libertação de reféns em poder das Farc, segundo informações da agência argentina Telam. Ela já se reuniu com parentes de 28 reféns.
 

Em favela, Lula diz que Estado tem culpa de jovem


O Presidente Lula em visita ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Ao lançar o programa de segurança Território de Paz, no Complexo do Alemão, Lula disse que o Estado tem culpa de o jovem pobre virar bandido. 4 de dezembro.

Para Lula, o Brasil se descuidou dos mais pobres ao deixar de lado o crescimento, a geração de emprego e a distribuição de renda nas políticas adotadas nas últimas décadas.

"Quando a gente vê um jovem de 25 anos sendo preso, esse jovem é vítima das políticas econômicas, das políticas sociais, das políticas educacionais. O Estado tem culpa do jovem ter virado bandido", disse Lula em discurso aos moradores do conjunto de favelas, considerado um dos locais mais violentos da cidade.

Lula disse que com programas sociais e de segurança está tentando resolver um "estoque" de problemas que herdou dos governos anteriores.

"É importante ter o entendimento político de porque o Brasil empobreceu tanto... Isso é resultado do descaso que os governantes dos últimos 30 anos tiveram com o povo pobre desse país", afirmou.

Em uma comunidade dominada pelo tráfico de drogas e constantemente assolada por conflitos com a polícia, Lula afirmou que a violência não é só problema de polícia, e que compete ao Estado oferecer educação, emprego, cultura e lazer.

"Tão importante quanto o teleférico que vai ser feito aqui, é a presença do prefeito e das políticas da Prefeitura, do governador e das políticas do Estado, do presidente da República e das políticas do governo federal", disse Lula ao lado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do prefeito eleito Eduardo Paes, ambos do PMDB.

Durante o discurso, Lula disse também que Lula disse que trabalhadores serão demitidos se pararem de comprar. "Você tem o trabalhador da fábrica, que está ouvindo falar em crise. Ele fala: "Não vou comprar um carro porque posso perder meu emprego. Se eu perder o emprego, eu estou ferrado". Precisa alguém dizer que ele vai perder o emprego exatamente por não comprar. (...) Às vezes eu me sinto como o dom Quixote, sozinho tentando pregar um otimismo de uma coisa muito prática, que é fazer a economia girar."

Taxa de aprovação a Lula bate novo recorde e alcança 70%

O Presidente Lula beija moradora durante sua visita ao complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio

Para os sem Folha, que me pediram a publicação completa da matéria de capa do Jornal Folha de São Paulo, edição desta sexta-feira, aqui está o texto na íntegra:

Datafolha revela que 27% dos brasileiros ainda não tomaram conhecimento da crise

Avaliação positiva cresceu entre mais escolarizados, mais jovens e moradores do Sudeste; no Nordeste, taxa de ótimo/bom chega a 81%

A avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater novo recorde e agora 70% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom. Nenhum presidente no Brasil desde a redemocratização atingiu esse patamar. O recorde anterior já pertencia ao próprio Lula: 64% o avaliavam positivamente em setembro.

Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 25 e 28 de novembro mostra que o presidente conta com a avaliação positiva da maioria da população em todos os segmentos socioeconômicos e regiões do país. Isso já ocorria no levantamento de setembro, mas agora Lula teve reforçado o apoio sobretudo entre os mais jovens (mais nove pontos), os mais escolarizados (mais nove) e no Sudeste (também mais nove pontos).

Em termos regionais, o Nordeste segue como principal área de apoio a Lula: 81% o avaliam como ótimo ou bom. São nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, que concentram alguns dos Estados mais pobres do país, que Lula tem as avaliações positivas mais altas tanto do ponto de vista econômico como social.

A avaliação positiva se estende também entre a maioria dos simpatizantes de todos os grandes partidos políticos do país. Quem menos o apóia(o Presidente Lula) são os simpatizantes do PSDB -mesmo assim, Lula tem a aprovação de 56% deles. Entre os petistas, o percentual sobe a 88%.

A melhora na avaliação se deu, principalmente, pela redução do percentual de brasileiros que consideram seu governo regular: eles caíram de 28% em setembro para 23% hoje.

De 0 a 10, a nota média atribuída ao governo Lula também atingiu um recorde, chegando a 7,6, contra 7 em setembro.

A pesquisa revela também que 27% dos brasileiros ainda não tomaram conhecimento da atual crise financeira internacional, que já começa a afetar o Brasil. E que apenas 14% dos entrevistados afirmam estar bem informados sobre ela. Questionados se concordavam com a frase dita há algumas semanas por Lula (sem serem informados que a frase era dele) de que a crise seria uma "marolinha" no Brasil, 42% dos pesquisados disseram que sim.

"A crise econômica ainda não atingiu a população a ponto de criar uma grande preocupação. Como conseqüência, a avaliação do presidente Lula continua em alta mesmo após o fim da campanha eleitoral, que expôs mais a sua imagem, e em meio ao atual noticiário econômico desfavorável", afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.

Para a realização da pesquisa, o Datafolha ouviu 3.486 brasileiros com mais de 16 anos em todo o país. A margem de erro máxima para os resultados é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O levantamento mostra também que, sob Lula, é a área econômica a mais bem avaliada: 17% dos brasileiros apontaram espontaneamente o desempenho nesse setor como o melhor em seu governo. A seguir vêm a educação, com 12%, e o combate à fome e à miséria, com 11%.

Quando estimulados a opinar sobre o desempenho de Lula na economia, 61% dos entrevistados disseram avaliá-lo como ótimo ou bom. O percentual representa um salto de 23 pontos sobre a última vez em que a mesma pergunta foi colocada, em fevereiro de 2006.

Naquele ano, a economia brasileira cresceu 3,8%. Em 2007, o crescimento saltou para 5,4%, e até julho deste ano mantinha um ritmo forte, de 6% em termos anualizados. Salto positivo semelhante, de 22 pontos, ocorreu na evolução da avaliação do governo Lula na área social. Ela saltou de 36% em fevereiro de 2006 para 58% no final de novembro.

Ao longo de 2007, Lula contou apenas com a metade da avaliação positiva dos brasileiros: era aprovado por 48% em março, taxa que se repetiu em agosto, e oscilou para 50% em novembro. Em março de 2008 chegou a 55%, passou a 64% em setembro e agora atinge 70%. (Para quem assina)

48% dos brasileiros afirmam que sua vida melhorou desde a posse do Presidente.78% dos brasileiros acreditam que sua vida vai melhorar, revela pesquisa


O brasileiro está otimista quanto a 2009, revela o Datafolha. Segundo pesquisa realizada entre os dias 25 e 28 de novembro, 78% declaram que sua vida vai melhorar, enquanto apenas 3% afirmam que vai piorar, no ano que vem. Para 14%, a vida pessoal permanecerá como está.

A aposta em um ano novo melhor em comparação a 2008 chega a 82% nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Essa expectativa é de 75% na região Sul e de 74% no Sudeste.

Ainda segundo o Datafolha, 65% dos entrevistados declaram que a situação do Brasil vai melhorar, enquanto 22% afirmam que vai "ficar igual" em 2009. Só para 8% a situação do país vai piorar no ano que vem.

Para o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, "a crise não chegou à população".
"A maioria dos brasileiros não está preocupada com a crise e se mantém otimista, com intenção de consumir neste Natal", afirmou Paulino. A confiança em um 2009 melhor na vida pessoal atinge 79% dos entrevistados com renda familiar mensal de até dois salários mínimos. Mas o grau de otimismo é dez pontos menor entre os com renda superior a dez mínimos por mês: 69%.

A pesquisa revela ainda que 78% dos entrevistados com renda de dois a cinco salários mínimos mensais acreditam que sua vida vai melhorar em 2009. Essa taxa é de 77% entre aqueles com faixa mensal de cinco a dez mínimos. O otimismo é maior - 83% - entre os entrevistados de 16 a 24 anos e cai a 62% entre aqueles com mais de 60 anos.

Segundo o Datafolha, a vida do Brasil vai melhorar na opinião de 66% dos entrevistados com nível de escolaridade fundamental. Essa expectativa é de 65% entre aqueles com nível médio de ensino. Mas cai 11 pontos -para 54%- entre os brasileiros com nível superior.

"É a correlação direta com o acesso à informação. As pessoas mais bem informadas estão mais preocupadas", avaliou Mauro Paulino. A pesquisa mostra ainda que 60% dos brasileiros acreditam que sua situação econômica vai melhorar nos próximos meses. Há um ano, no fim de novembro de 2007, esse índice era de 54%. No fim de março deste ano, era 53%. Em oito meses, a taxa dos que acreditam numa situação econômica melhor subiu sete pontos.

Conhecimento

Questionados, 72% dos entrevistados afirmam ter tomado conhecimento da crise econômica mundial. Mas apenas 14% responderam estar bem informados, enquanto 18% se declararam mal informados. Quase a metade - 41% - disse que está "mais ou menos" informada sobre a crise.

Segundo o Datafolha, 42% dos entrevistados com renda mensal de até dois mínimos não tomaram conhecimento da crise. Esse índice é de somente 4% entre aqueles com mais de dez mínimos mensais e de 19% entre os entrevistados com renda familiar de dois a cinco mínimos por mês.

Ainda segundo o Datafolha, 48% dos brasileiros afirmam que sua vida melhorou desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 43% afirmam que ficou igual. Somente 6% disseram que a vida piorou após a eleição de Lula.

Para 67% dos entrevistados o Brasil está melhor desde a eleição de Lula. Esse índice chega a 78% no Nordeste e a 71% nas regiões Norte e Centro-Oeste. No Sudeste, é de 62%, sendo de 57% no Sul.Segundo a pesquisa, o país está igual para 24% e piorou na opinião de 6% dos brasileiros.

Para 56% dos moradores de São Paulo, o Brasil está melhor, enquanto 10% afirmam que piorou e 32% disseram que permanece como estava.Ao fazerem um balanço de 2008, 59% dos entrevistados disseram que a vida melhorou em comparação ao ano passado. A vida ficou igual para 29% e piorou para 12%. O Datafolha ouviu 3.488 brasileiros.

42% acham que crise no Brasil é só "marolinha"


Sem ser informados sobre o autor da frase, 42% dos brasileiros concordaram, total ou parcialmente, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Lá fora, a crise é um tsunami. Aqui, se chegar, vai ser uma marolinha".

Confrontados com a declaração -que foi alvo de críticas- 17% dos entrevistados disseram concordar totalmente com ela, enquanto 25% disseram que concordam em parte. Já 39% discordam. Segundo o Datafolha, 22% dos entrevistados manifestaram total discordância e 17% afirmaram discordar em parte da avaliação do presidente. Nove por cento disseram que não concordam nem discordam e 11% não souberam responder. Além dessa, o Datafolha submeteu aos entrevistados três declarações do presidente sobre a crise sem identificar o autor.

Segundo a pesquisa, 53% dos brasileiros concordam, sendo que 32% em parte, com a tese de que "o Brasil, se tiver que passar por um aperto, será muito pequeno". Outros 32% discordam -16% parcialmente- enquanto 7% não concordam nem discordam. Ainda segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados concordam que "nenhum país está a salvo e todos serão atingidos pela crise". Apenas 17% discordaram. Os entrevistados comentaram outra frase de Lula: "a melhor solução para evitar que a crise se alastre é os países ricos resolverem seus problemas". Dos entrevistados, 73% concordaram, sendo 48% totalmente. Seis por cento discordaram em parte e 5% totalmente.

Saúde é o principal problema do país para 25% da população

A saúde continua sendo considerada o principal problema do país e como área de pior desempenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um quarto (25%) dos brasileiros afirmam espontaneamente que esse é o principal problema nacional, revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 25 e 28 de novembro.

Em segundo lugar é o desemprego que aparece como fonte de aflição entre os brasileiros, mas o percentual entre eles caiu de 20% em setembro para 18% agora. O terceiro maior problema apontado pelos entrevistados é a segurança, com 16% (era 17% em setembro).

Alguns dos outros problemas citados são educação (9%), fome e miséria (6%), economia de modo geral (4%) e corrupção (3%), segundo a pesquisa. Entre os brasileiros que moram no Nordeste (região onde Lula tem o apoio de 81%), a taxa dos que citam o desemprego como principal problema sobe a 25%, taxa seis pontos superior à dos que mencionam a saúde (19%). A segurança é citada por 20% dos moradores dessa região (quatro pontos acima da média nacional).

Jovens

Em todo o país, a taxa de menções ao desemprego chega a 23% entre os entrevistados que têm entre 16 e 24 anos.

Quando indagados sobre a área em que o governo Lula está se saindo pior, 24% citaram a saúde, percentual similar aos que consideram esse o principal problema do país. Em março deste ano a saúde era mencionada por 28%.Já a taxa dos que consideram o combate à violência como pior área de atuação do governo Lula oscilou de 15% para 16%. ( Para vocês que não são assinantes e me pediram a publicação, ai está a matéria completa nos dois post. Isso é tudo que foi publicado na Folha para assinante)

Recursos do PAC terão aumento de 26%, para R$ 638 bilhões


Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terão um aumento de 26%, com aporte de R$ 132,2 bilhões a mais até 2010. Em janeiro de 2007, o governo anunciou que o programa iria precisar de R$ 503,9 bilhões, com o aumento esse valor irá subir para R$ 636,2 bilhões. O anúncio foi feito ontem pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

Além dessa injeção de recursos, A ministra anunciou que após 2010, quando termina o mandato do Presidente Lula, o PAC receberá outros R$ 474,8 bilhões, contra a previsão anterior de aportar R$ 189,2 bilhões. Um salto de 151%. Segundo a ministra, os maiores investimentos serão nos setores de petróleo, gás, ferrovias, termelétricas e investimentos nos testes do pré-sal. O setor que irá precisar de mais recursos é o de petróleo e gás natural.

A ministra voltou a afirmar que os investimentos no PAC são prioridade para o governo e que para enfrentar a crise o Planalto irá fazer cortes no custeio. "Nós não vamos cortar investimento, mas custeio. Sempre que se vê a questão do custeio, a gente consegue achar onde cortar. A situação não é de corte de investimentos, mas de custeio", disse ela. Dilma destacou que uma das áreas que irá receber maior aporte de recursos são os testes no pré-sal. O projeto piloto de exploração do campo de Tupi, na Bacia de Santos receberá US$ 9,3 bilhões. A ministra disse que a expectativa do governo é que esse campo tenha reservas superiores a 8 bilhões de barris de petróleo, conforme foi anunciado.

A ministra disse ainda que só o projeto piloto dessa bacia produzirá 100 mil barris de petróleo e quatro milhões de metros cúbicos gás por dia. As plataformas P-59 e P-60 receberão irão receber R$ 660 milhões de recursos, enquanto a P-62 vai receber R$ 6,7 bilhões. O total das obras do pré-sal é estimado em R$ 204,5 bilhões.

Segundo Dilma, esses recursos para o pré-sal serão necessários para que o Brasil possa se tornar um grande exportador de petróleo. "O Brasil passará a ser exportador de petróleo. A economia mundial retomará e você vai precisar da riqueza real, que é o petróleo".

Empréstimo da Caixa

A ministra também comentou o empréstimo de R$ 2 bilhões que a Caixa Econômica Federal concedeu à Petrobras. Segundo ela, o dinheiro emprestado foi usado para pagar imposto de renda. Para ela, a Petrobras agiu como empresa ao pegar o empréstimo, pois a estatal procurou o crédito mais barato possível em um momento em que as linhas de financiamento internacionais se fecharam. Ela afirmou também que é inconcebível levantar a hipótese de que a Petrobras esteja quebrando.

A ministra aventou a possibilidade da redução do preço dos combustíveis, com a queda no preço do barril do petróleo. Segundo ela, o governo antes de tomar uma decisão sobre os preços do petróleo acompanha as variações no preço do produto. "Eu acredito que vamos ter nos próximos meses, inexoravelmente, mantidas as tendências do preço do petróleo, uma modificação. Vai haver uma acomodação para baixo, a partir do momento que estabilizar o preço".

E "Não é possível dizer que a Petrobras está quebrando. Ela não trabalha com barril [de petróleo] a US$ 140, US$ 60 ou US$ 75. Só passam no comitê de negócios projetos com o barril a US$ 35 e tem projeto com o barril a US$ 18", arrematou

Petrobras fará refinarias, diz Lula


O Presidente Lula afirmou ontem que não haverá diminuição "de um só dólar" nos investimentos da Petrobras por conta da crise econômica mundial. "Todas as refinarias estão mantidas, a do Rio Grande do Norte, do Maranhão e a do Ceará", disse Lula durante uma apresentação do Fórum dos Governadores do Nordeste, realizado no Recife.

A Petrobras deve anunciar em breve seu plano estratégico para o período de 2009-2013, mas nos últimos dias havia rumores de que a queda do preço do petróleo ameaçaria os planos de construção de refinarias no Brasil, que perderiam prioridade para os investimentos na exploração do petróleo na camada pré-sal. Os projetos deveriam ter sido divulgados em outubro, mas por causa da instabilidade que a crise trouxe a divulgação acabou adiada para este mês.

Em um discurso anterior ao do presidente, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, explicou que os investimentos da Petrobras fazem parte do tripé de ações que o governo federal está tomando para enfrentar os problemas econômicos. "O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o pré-sal e os programas sociais formam o pacote anticíclico do Brasil." Segundo a ministra, é o PAC que vai garantir a manutenção do emprego no país, por isso o governo mantém o quase R$ 1 trilhão em investimentos estruturais.

Na avaliação da ministra, essa crise tem maiores proporções que de a 1929 e a dos anos 90. "Agora, temos uma crise de trilhões de dólares", disse. Porém, na sua avaliação, o Brasil sofrerá menos do que outros países emergentes. "Até setembro, vínhamos acelerando ainda", observou a ministra, em referência aos indicadores econômicos.

O fato de o Brasil não ter de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta crise, ao contrário das demais, é o que vai garantir que o país continue crescendo, de acordo com a ministra. "Hoje, não quebramos. Somos credores em dólares. Temos todos os instrumentos nas mãos: política fiscal e monetária", afirmou. Com isso, ela assegurou que o Brasil continuará a fazer investimentos, evitando o surgimentos de gargalos na área de infra-estrutura. "A crise de energia, por exemplo, não caiu do céu", disse ela, fazendo uma referência ao racionamento de 2001.

Outro potencial que o Brasil vai explorar neste momento de crise, disse a ministra, é o que ela chama de "mercado de massa". A expansão da renda, do crédito e dos programas sociais possibilitou o surgimento de uma nova classe média, que será importante para enfrentarmos o momento de problemas econômicos mundial. "Temos de olhar para os 190 milhões de consumidores que temos", afirmou Dilma.

O Presidente Lula, durante discurso em Olinda, lembrou que grande parte das obras PAC será inaugurada em 2009 e 2010. "São R$ 504 bilhões [investidos] em todos os Estados. A partir daí vamos construir um novo PAC, um novo compromisso para que quem entrar no governo não tenha que perder tempo e já tenha as definições das obras prioritárias para esse país.". Sobre a crise financeira mundial, Lula disse que vai mostrar como enfrentar a instabilidade econômica internacional.

"diarréia brava" e "sifu"


"Imagine se um de vocês fosse médico e atendesse um paciente doente. O que você falaria para ele? Olha companheiro, você tem um problema, mas a medicina já avançou demais, a ciência já avançou demais, nós vamos dar tal remédio, você vai se recuperar? Ou você diria: Sifu? Vocês diriam isso para um paciente de vocês? Vocês não falariam", disse o Presidente ao discursar no lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual.

Ah sim, a oposição não gostou

Segundo nota divulgada no site do PSDB, os tucanos consideraram de "baixo calão" o discurso de Lula. José Aníbal (PSDB- SP), disse que, a oposição registra um comportamento inadequado do Presidente...

Meu Deus quanta choradeira. Os oprimidos rogam pragas e cruzes, e o Lula continua numa boa. A oposição perdida e desamparada, não sabe se desqualifica a pesquisa ou pede ajuda para a sádica imprensa brasileira para criar mais uma crise...A "oposição" de tanto tentar fabricar crises, apoiada pela mídia, vê Lula caminhando para a mais espetacular consagração. Que aprendam a lição. Não se brinca com a inteligência alheia
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